Exportações de São Paulo aos EUA recuam 9,7% até julho, aponta Amcham

Levantamento mostra retração de 23,2% em julho e queda também entre produtos não sujeitos às sobretaxas americanas.

As exportações do estado de São Paulo para os Estados Unidos recuaram 9,7% entre janeiro e julho de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da Câmara Americana de Comércio (Amcham). Apenas em julho, a queda chegou a 23,2% em relação ao mesmo mês de 2025.

O resultado evidencia a pressão sobre o comércio bilateral em meio às sobretaxas americanas, mas o levantamento também identifica retração em produtos que não estão sujeitos às medidas adicionais. Por isso, não é correto atribuir toda a redução exclusivamente às tarifas.

Produtos sobretaxados têm queda mais intensa

Entre janeiro e julho, as vendas paulistas de itens sujeitos a sobretaxas de 25% a 37,5% caíram 31,5%, segundo a Amcham. No mesmo período, produtos não submetidos às tarifas adicionais registraram recuo de 11,6%.

A entidade destaca que a perda de dinamismo atinge diferentes segmentos da pauta exportadora. A retração de julho também foi observada em produtos com e sem sobretaxas, indicando que a conjuntura comercial envolve fatores adicionais, como demanda, composição dos embarques e condições de competitividade.

Por que o resultado importa para a economia

São Paulo concentra uma parcela expressiva das exportações brasileiras destinadas ao mercado americano. Uma redução prolongada das encomendas pode afetar o planejamento industrial, investimentos e cadeias de fornecedores, embora o impacto varie entre setores e empresas.

As medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos em julho atingem uma parte das exportações brasileiras. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que as sobretaxas adicionais alcançam aproximadamente 23,1% dos embarques nacionais para aquele mercado, enquanto outras parcelas permanecem sem tarifas adicionais específicas.

O dado da Amcham é estadual e se refere ao período de janeiro a julho. Ele não deve ser confundido com a balança comercial brasileira total nem com o resultado de agosto, divulgado posteriormente pelo governo federal.

Para acompanhar outros impactos econômicos das decisões americanas, o HD Fato mantém cobertura sobre comércio exterior e as relações entre os Estados Unidos e seus parceiros comerciais.

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Fontes consultadas