O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou nesta terça-feira (8) que Washington pretende avançar em acordos comerciais com Colômbia, Peru e Equador. A declaração ocorreu no início de uma viagem pelos três países, segundo a Reuters. A Colômbia busca alívio de tarifas americanas de 12,5% que entraram em vigor em julho.
A agenda reúne comércio e temas de segurança regional. A intenção anunciada por Rubio não significa que os acordos estejam concluídos, nem que uma redução tarifária já tenha sido aprovada. Esses resultados dependem de negociações e de procedimentos próprios de cada governo.
Comércio e segurança na mesma agenda
Os Estados Unidos mantêm relações econômicas importantes com os países andinos. A região fornece produtos agrícolas, minerais, energia e outros bens, além de representar mercado para serviços, tecnologia e produtos americanos.
As discussões comerciais ocorrem em paralelo a temas como migração, combate ao crime organizado e cooperação institucional. A aproximação com governos da América Latina também tem dimensão geopolítica, pois Washington procura preservar influência em uma região onde outros parceiros internacionais ampliaram investimentos e comércio.
O HD Fato já abordou essa dimensão econômica em uma reportagem sobre o acordo de petróleo entre Estados Unidos e Venezuela. Trata-se de uma iniciativa distinta, mas que ajuda a contextualizar o peso da energia na política regional americana.
O que muda para empresas e consumidores?
A eventual redução de tarifas pode alterar a competitividade de produtos e as decisões de exportadores e importadores. Seus efeitos, porém, dependem do texto final de cada acordo, das regras de origem, das exceções e de outros custos envolvidos no comércio.
Mesmo quando existe acordo comercial, nem todos os produtos recebem o mesmo tratamento. Algumas tarifas podem ser eliminadas gradualmente, enquanto determinados setores ficam sujeitos a cotas ou regras especiais.
Para o Brasil, o avanço de acordos entre os Estados Unidos e países vizinhos merece acompanhamento porque pode influenciar fluxos regionais de comércio e investimento. Não há, contudo, base para afirmar um impacto específico sobre exportadores brasileiros antes de conhecer os termos negociados.

