A apresentadora de televisão egípcia Sarah Khalifa foi condenada à morte por um tribunal criminal do Cairo em um processo relacionado à fabricação e ao tráfico de drogas sintéticas. Outros 11 réus receberam a mesma sentença.
A decisão foi divulgada no sábado (5) e ainda pode ser contestada nas instâncias judiciais do Egito. Khalifa nega as acusações.
Processo envolve 28 acusados
Segundo veículos egípcios e internacionais, o processo reúne 28 réus. Além das 12 condenações à morte, nove pessoas receberam prisão perpétua e sete foram absolvidas.
A acusação sustenta que o grupo fazia parte de uma organização criminosa voltada à produção e comercialização de drogas sintéticas. Autoridades também relataram a apreensão de grande quantidade de entorpecentes e materiais relacionados à investigação.
Sarah Khalifa ficou conhecida na TV egípcia
Sarah Khalifa, de 39 anos, ganhou projeção no Egito como apresentadora do programa Mission Impossible, voltado a temas de segurança e criminalidade. Ela também atuou em negócios ligados a eventos e estética.
Khalifa foi presa em 2025 durante a investigação e declarou inocência ao longo do processo.
Há outro processo separado
A apresentadora também recebeu pena de prisão em um processo distinto relacionado a agressão e restrição de liberdade. As informações divulgadas por veículos egípcios sobre a duração exata dessa pena variam, por isso os dois processos devem ser tratados separadamente.
Pena de morte é aplicada no Egito
A legislação egípcia prevê pena de morte para determinados crimes, incluindo homicídio, terrorismo e alguns casos de tráfico de drogas. Organizações de direitos humanos acompanham o uso da pena capital no país e questionam aspectos do sistema judicial em diferentes processos.
No caso de Sarah Khalifa, o ponto central neste momento é que houve uma condenação em primeira instância dentro do processo criminal, mas ainda existe possibilidade de recurso.

