Série de entrevistas da Globo com presidenciáveis teve Lula na liderança de audiência na Grande São Paulo; Flávio Bolsonaro ficou próximo, enquanto Augusto Cury encerrou a rodada com índice menor.
A série de entrevistas da TV Globo com candidatos à Presidência produziu diferenças relevantes de audiência na Grande São Paulo. Entre os nomes entrevistados, Luiz Inácio Lula da Silva registrou a maior média, seguido por Romeu Zema e Flávio Bolsonaro.
Dados de audiência publicados pelo NaTelinha, com base em informações de mercado, apontam que a entrevista de Lula marcou 25,2 pontos. A de Flávio Bolsonaro alcançou 24,1 pontos, enquanto a conversa com Augusto Cury registrou 19,4 pontos.
Ranking das entrevistas na Grande São Paulo
Romeu Zema apareceu logo atrás de Lula, com 24,2 pontos. Ronaldo Caiado registrou 21,7 pontos e Renan Santos, 19,8. Cury encerrou a série com 19,4 pontos.
| Candidato | Audiência média |
|---|---|
| Lula | 25,2 pontos |
| Romeu Zema | 24,2 pontos |
| Flávio Bolsonaro | 24,1 pontos |
| Ronaldo Caiado | 21,7 pontos |
| Renan Santos | 19,8 pontos |
| Augusto Cury | 19,4 pontos |
Audiência não é intenção de voto
Os números medem quantos televisores estavam sintonizados no programa na região pesquisada e não representam preferência eleitoral. Horário de exibição, programação anterior e posterior, dia da semana e interesse momentâneo pelo entrevistado podem influenciar o resultado.
Por isso, comparar audiência de televisão com pesquisa de intenção de voto seria metodologicamente incorreto. São indicadores diferentes: um mede consumo de um programa; o outro tenta estimar comportamento eleitoral por meio de amostras e questionários.
Lula e Flávio também concentram o maior tempo no horário eleitoral
A exposição televisiva dos dois principais candidatos também é maior no horário eleitoral gratuito. A divisão definida pela Justiça Eleitoral reservou 5 minutos e 31 segundos para a coligação de Lula e 4 minutos e 20 segundos para Flávio Bolsonaro. Augusto Cury ficou com 35 segundos.
Esse dado ajuda a entender a diferença de presença dos candidatos na televisão ao longo da campanha, mas não permite concluir sozinho quem será beneficiado eleitoralmente.


