O governo do presidente Donald Trump voltou à Suprema Corte dos Estados Unidos neste domingo (6) para tentar colocar em vigor novas restrições relacionadas ao voto pelo correio antes das eleições legislativas de 3 de novembro.
Segundo a Reuters, advogados do governo apresentaram um novo pedido emergencial após a juíza federal Indira Talwani, de Boston, prorrogar uma decisão que impede a aplicação das regras.
Regra exige listas de eleitores e códigos específicos
A norma foi elaborada pelo Serviço Postal para implementar uma ordem executiva assinada por Trump em março. Entre as exigências estão o fornecimento, pelos estados, de listas de eleitores que receberão cédulas pelo correio e a utilização de códigos de barras específicos nos envelopes de envio e devolução.
Pelas regras, o serviço postal poderia recusar cédulas que não cumprissem os novos padrões ou que estivessem associadas a eleitores ausentes das listas fornecidas pelos estados.
Governo alega risco de confusão eleitoral
O procurador-geral junto à Suprema Corte, John Sauer, argumentou que a manutenção da decisão da instância inferior poderia gerar confusão à medida que mais estados começassem a enviar cédulas.
A ministra Ketanji Brown Jackson estabeleceu prazo até quarta-feira para que as partes contrárias à medida respondam ao novo pedido do governo.
Alguns estados já começaram a enviar cédulas
A disputa ocorre em um momento em que o calendário eleitoral já está em andamento. A Carolina do Norte tornou-se na sexta-feira o primeiro estado a começar a enviar cédulas para as eleições de novembro.
Todos os estados americanos permitem alguma modalidade de voto pelo correio. Em 29 deles, o eleitor pode solicitar a modalidade sem apresentar justificativa, enquanto oito realizam eleições inteiramente por correspondência, segundo dados citados pela Reuters.
A Suprema Corte ainda não decidiu se permitirá que a nova regra entre imediatamente em vigor.


