Netanyahu ordena retirada de postos de colonos não autorizados na Cisjordânia, dizem fontes

Ordem teria sido dada em meio à pressão dos Estados Unidos por medidas contra a violência de colonos; início da operação ainda não foi informado.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou a retirada de postos de colonos estabelecidos sem autorização formal israelense na Cisjordânia, disseram neste domingo (6) duas pessoas familiarizadas com o assunto à Reuters.

Segundo as fontes, a medida foi tomada em meio à pressão dos Estados Unidos para que Israel intensifique ações contra episódios de violência de colonos contra palestinos. Ainda não havia informação oficial sobre quando a retirada começaria.

Atenção à atribuição: a ordem foi relatada por fontes ouvidas pela Reuters. O gabinete de Netanyahu e as Forças Armadas israelenses não haviam respondido de imediato aos pedidos de comentário da agência.

Medida mira estruturas sem autorização formal

Os postos mencionados são instalações criadas por colonos sem aprovação oficial do Estado israelense. Em geral, incluem estruturas pré-fabricadas e abrigam pequenos grupos de moradores.

O site israelense Ynet informou anteriormente que a ordem alcançaria cerca de 100 postos. Esse número não havia sido confirmado oficialmente quando a Reuters publicou a reportagem.

Pressão americana aumentou após episódios de violência

O embaixador dos Estados Unidos em Israel, Mike Huckabee, criticou publicamente ataques de colonos contra palestinos e defendeu consequências severas para os responsáveis.

A declaração veio após novos episódios de violência e intimidação em comunidades palestinas da Cisjordânia, incluindo relatos envolvendo residências de cidadãos palestino-americanos.

Smotrich critica decisão

O ministro das Finanças de Israel, Bezalel Smotrich, que vive em um assentamento e é defensor da expansão dessas comunidades, afirmou discordar da decisão de Netanyahu. Ele disse, porém, que o governo avançou significativamente na ampliação de assentamentos na Área C da Cisjordânia.

Segundo a organização israelense Peace Now, citada pela Reuters, existem 340 postos informais e 146 assentamentos reconhecidos formalmente pelo governo israelense na Cisjordânia.

Contexto jurídico e diplomático: organismos da ONU e a maior parte da comunidade internacional consideram os assentamentos israelenses na Cisjordânia ilegais sob o direito internacional. Israel contesta essa interpretação e afirma que o território é disputado.

A efetividade da ordem dependerá de quando e como as autoridades israelenses executarem as remoções. Em ocasiões anteriores, estruturas não autorizadas foram demolidas, enquanto outras acabaram posteriormente reconhecidas pelo Estado.