O Ministério do Turismo e a UNESCO colocaram três segmentos no centro de uma iniciativa de qualificação do turismo de experiência no Brasil: observação de aves, trilhas de longo curso e turismo de base comunitária.
O projeto prevê apoio técnico para melhorar o desenvolvimento e a inserção desses produtos no mercado turístico.
Edital foi lançado em julho
A seleção para contratar uma empresa especializada foi aberta em 30 de julho. O prazo para envio de propostas terminou em agosto, e a chamada passou a integrar a página oficial de seleções do Ministério do Turismo.
Três segmentos têm perfis diferentes
A observação de aves depende de áreas naturais conservadas, guias e informação sobre espécies. As trilhas de longo curso exigem sinalização, logística e integração entre municípios. Já o turismo de base comunitária coloca moradores e organizações locais no centro da experiência e da geração de renda.
Para destinos menores, esse tipo de produto pode ampliar o tempo de permanência do visitante e distribuir melhor o gasto turístico, desde que a expansão seja compatível com a capacidade ambiental e social de cada local.
Os três segmentos priorizados já aparecem em roteiros concretos pelo país. O Caminho dos Veadeiros e a Trilha Caminhos da Ibiapaba são exemplos de travessias de longa distância, enquanto a Rota Turística da Serra da Capivara articula patrimônio, território e desenvolvimento regional.

