A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para os riscos do uso inadequado de medicamentos associado a bebidas energéticas. O comunicado, publicado em 4 de setembro e repercutido pela VEJA nesta segunda-feira (7), contesta vídeos que apresentam essa prática como uma forma de aumentar a disposição.
A agência ressalta que medicamentos devem ser utilizados para finalidades terapêuticas, conforme prescrição e orientação profissional, e não como recurso recreativo ou para buscar desempenho artificial.
Quais são os riscos apontados?
Segundo a Anvisa, o uso inadequado pode provocar efeitos inesperados, incluindo alterações dos batimentos cardíacos e da pressão arterial. A associação de diferentes substâncias pode aumentar os riscos, especialmente quando envolve medicamentos sujeitos a controle especial.
A existência de uma prescrição para determinado tratamento não significa que o medicamento possa ser combinado livremente com outros produtos. Dúvidas sobre interações devem ser esclarecidas com o médico ou farmacêutico responsável.
Cansaço persistente merece avaliação
A agência também chama atenção para a possibilidade de que o cansaço frequente esteja relacionado a condições de saúde que precisam de diagnóstico. Tentar compensar o sintoma com produtos ou medicamentos sem orientação pode atrasar a identificação da causa.
Quem apresenta fadiga persistente deve procurar um profissional de saúde. Se houver sintomas intensos ou inesperados após o uso de medicamentos, a orientação é buscar atendimento médico imediato e informar quais produtos foram utilizados, sem realizar novas combinações por conta própria.
O alerta reforça a importância de procurar informações em fontes oficiais e não reproduzir práticas divulgadas em redes sociais sem avaliação de seus riscos.
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