B3 adota IA no desenvolvimento de software e relata ganho de 35%

Companhia afirma que ferramenta auxilia cerca de 600 funcionários e reduziu o tempo de entrega de aplicações após período de testes.

A B3 oficializou o uso de inteligência artificial em sua área de engenharia de software e afirma ter reduzido em aproximadamente 35% o tempo de entrega de aplicações. A informação foi divulgada pela VEJA nesta segunda-feira (7), com base em dados apresentados pela companhia.

A ferramenta adotada é a Cursor, desenvolvida pela americana Anysphere. Segundo a B3, cerca de 600 funcionários já utilizam a tecnologia, que participa de tarefas de programação, revisão e testes.

Como a ferramenta é utilizada?

A inteligência artificial pode sugerir trechos de código, auxiliar na identificação de problemas e apoiar a reorganização de sistemas. A adoção não significa que o desenvolvimento tenha passado a ocorrer sem profissionais responsáveis pelas decisões técnicas.

Segundo a companhia, as sugestões continuam sujeitas à revisão humana e a controles internos de qualidade e segurança.

Ganhos dependem do tipo de trabalho

O percentual de 35% é um resultado relatado pela própria empresa. Ele não deve ser interpretado como garantia de que toda organização obterá o mesmo ganho, pois produtividade depende da complexidade dos sistemas, da experiência das equipes e dos critérios usados na medição.

Na infraestrutura do mercado financeiro, ferramentas de desenvolvimento precisam ser acompanhadas de testes, controles de segurança e mecanismos de responsabilização. A automação pode acelerar tarefas, mas não substitui a necessidade de definir responsabilidades e conferir resultados antes da implantação em sistemas críticos.

O caso da B3 mostra como a IA vem deixando a fase experimental em grandes organizações, embora seus benefícios e limitações ainda precisem ser avaliados em cada ambiente de trabalho.

Fontes consultadas