A guerra entre Estados Unidos e Irã elevou em aproximadamente US$ 100 bilhões os gastos de consumidores americanos com energia desde fevereiro, segundo estimativa de pesquisadores ligados à Universidade Brown repercutida pela CNN e pela VEJA nesta terça-feira, 8 de setembro. O cálculo representa cerca de US$ 770 por família e busca medir quanto foi pago além do que seria esperado em um cenário sem o conflito.
Como o custo foi estimado
O levantamento acompanha a diferença entre preços efetivos de combustíveis e uma referência contrafactual, construída para estimar como os valores poderiam ter evoluído sem a guerra. A equipe da Brown lançou um rastreador em abril e publicou, em maio, um boletim que já apontava mais de US$ 40 bilhões em gastos adicionais com gasolina e diesel.
A atualização divulgada em setembro amplia o horizonte temporal e a estimativa de impacto. Segundo a reportagem da VEJA, aproximadamente US$ 55 bilhões do total estão associados à gasolina. Os números não devem ser confundidos com gastos militares do governo americano nem com uma conta individual que todas as famílias tenham efetivamente recebido.
Petróleo e inflação
A pressão sobre os preços ocorre em um mercado sensível a interrupções de produção, transporte e refino. A Reuters informou nesta terça-feira que novos ataques a instalações de energia na Arábia Saudita elevaram as preocupações com o abastecimento e levaram o petróleo a máximas de várias semanas.
Combustíveis mais caros afetam diretamente motoristas e transportadoras e podem repercutir no preço de mercadorias e serviços. O tamanho desse repasse varia conforme a estrutura de cada economia, os impostos, o câmbio e as condições de oferta. Não é possível atribuir toda a inflação americana exclusivamente ao conflito.
Por que acompanhar o tema no Brasil
O Brasil produz petróleo, mas também importa derivados e participa de mercados internacionais. Oscilações prolongadas podem afetar custos de combustíveis, transporte e expectativas de inflação, sem produzir efeitos automáticos ou uniformes sobre os preços domésticos. Acompanhe outras notícias de Economia no HD Fato.
Fontes e referências
Esta reportagem foi elaborada com base nas fontes abaixo, consultadas para a cobertura de 8 de setembro de 2026.

