Jovens lideram preferência por candidato fora dos polos, aponta BTG/Nexus

Entre eleitores de 16 a 24 anos, 35% preferem um nome sem apoio de Lula ou Bolsonaro; índice é de 23% no conjunto da amostra.

Uma candidatura sem apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou do ex-presidente Jair Bolsonaro é a preferência de 35% dos eleitores brasileiros de 16 a 24 anos, segundo recorte da pesquisa BTG/Nexus divulgado nesta terça-feira, 8 de setembro. No conjunto dos entrevistados, a mesma opção reúne 23%. O resultado sugere maior abertura a alternativas entre os mais jovens, mas não identifica um candidato específico capaz de reunir esse eleitorado.

Como as preferências variam por idade

Na faixa de 16 a 24 anos, 33% preferem a reeleição de Lula e 30% optam por Flávio Bolsonaro ou outro nome indicado pela família Bolsonaro. Entre os entrevistados de 25 a 40 anos, a alternativa sem apoio dos dois polos recebe 28%, atrás de um nome bolsonarista, com 39%, e de Lula, com 30%.

O levantamento aponta ainda 22% de preferência por uma candidatura alternativa entre eleitores de 41 a 59 anos e 13% entre aqueles com mais de 60 anos. As diferenças mostram que a idade influencia o cenário, embora não explique sozinha as escolhas políticas.

Metodologia e limites do levantamento

A Nexus entrevistou 2.002 pessoas por telefone entre 4 e 7 de setembro. A margem de erro informada é de dois pontos percentuais para o conjunto da amostra, com nível de confiança de 95%. Recortes etários têm menos entrevistados e podem apresentar incerteza maior; por isso, diferenças pequenas dentro de cada grupo precisam ser interpretadas com cautela.

A pesquisa geral também apontou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro em um cenário de segundo turno. Os dois resultados abordam questões distintas: um mede a disputa entre nomes específicos; o outro, o desejo declarado por uma alternativa aos campos políticos predominantes.

O que o dado pode significar para a campanha

A preferência por uma candidatura independente pode incentivar partidos a disputar o voto dos jovens com propostas próprias, mas sua conversão em intenção efetiva de voto depende dos nomes disponíveis, das alianças e da campanha. O levantamento não demonstra que esse grupo tenha posição homogênea sobre economia, costumes ou qualquer outro tema.

Para acompanhar o contexto da disputa, veja também a cobertura do HD Fato sobre a campanha e a popularidade de Lula.

Fontes e referências

Esta reportagem foi elaborada com base nas fontes abaixo, consultadas para a cobertura de 8 de setembro de 2026.