Adeo distribui cerca de R$ 3,4 mil em ações a 10 mil funcionários da Leroy Merlin no Brasil

Grupo controlador da Leroy Merlin faz a segunda rodada do ALL ADEO, programa global que transforma colaboradores em acionistas e prevê novas distribuições conforme o desempenho do grupo.

Grupo controlador da Leroy Merlin faz a segunda rodada do ALL ADEO, programa global que transforma colaboradores em acionistas e prevê novas distribuições conforme o desempenho do grupo.

O grupo francês ADEO, controlador da Leroy Merlin, iniciou uma nova rodada de distribuição gratuita de ações a funcionários. No Brasil, cerca de 10 mil colaboradores da Leroy Merlin serão contemplados com ações avaliadas em aproximadamente R$ 3,4 mil por pessoa, segundo reportagem publicada pela Folha de S.Paulo neste sábado (12).

A iniciativa faz parte do ALL ADEO, programa global de participação acionária criado em 2025. A proposta é ampliar a participação dos empregados no capital do grupo, independentemente de cargo, área ou país de atuação.

Segunda rodada do ALL ADEO

O ADEO informou em 2026 que renovaria o plano internacional de distribuição gratuita de ações após a primeira rodada, realizada no ano anterior. Segundo o grupo, a nova concessão foi viabilizada pelo desempenho econômico obtido em 2025.

A companhia descreve o ALL ADEO como um mecanismo de compartilhamento de valor. Em sua apresentação institucional de 2026, o grupo afirma que o programa lançado em 2025 foi desenhado para permitir que todos os empregados se tornassem acionistas, sem distinção de função, país ou tempo de empresa.

Para o trabalhador, a ação recebida representa uma participação no capital da companhia. O valor futuro do ativo, porém, depende do desempenho da empresa e das regras específicas do programa. Por isso, o montante anunciado na distribuição não deve ser interpretado como salário mensal nem como pagamento em dinheiro imediato.

Leroy Merlin tem mais de 10 mil colaboradores no Brasil

A Leroy Merlin informa manter mais de 10 mil colaboradores no país. A empresa integra o ecossistema ADEO, grupo internacional de varejo e serviços para casa e construção presente em diferentes mercados.

Quando o ALL ADEO foi lançado, em 2025, a operação brasileira já havia anunciado que seus mais de 10 mil empregados passariam a participar do modelo de acionistas. A segunda rodada reforça a estratégia de manter o programa como uma política recorrente de partilha de valor, em vez de uma distribuição isolada.

Programa aproxima funcionário do resultado da empresa

Planos de participação acionária para empregados são usados por empresas para alinhar parte da remuneração de longo prazo ao desempenho do negócio. No caso do ADEO, o grupo apresenta o modelo como uma extensão de sua chamada “cultura da partilha”.

A lógica é diferente de um bônus tradicional. Em vez de receber apenas uma gratificação vinculada a um período específico, o colaborador passa a deter uma participação econômica na companhia, sujeita às regras de aquisição, permanência e valorização previstas pelo programa.

O modelo também amplia o número de empregados que participam do capital. O ADEO afirma que a primeira etapa do ALL ADEO foi desenhada para alcançar 100% da força de trabalho do grupo.

O que muda para os funcionários no Brasil

A nova rodada representa uma ampliação da participação acionária que começou a ser distribuída no ano passado. Para os trabalhadores brasileiros contemplados, o valor de referência desta etapa é de cerca de R$ 3,4 mil em ações, conforme a informação divulgada neste sábado.

Detalhes como prazo de indisponibilidade dos papéis, condições para manutenção das ações e forma de eventual resgate devem seguir as regras do plano aplicável a cada país. O valor efetivamente realizado no futuro também pode variar conforme a avaliação das ações e as condições previstas pelo programa.

Fontes