Lula e Flávio empatam em 46% no país, mas Bahia mostra vantagem do petista

Meio/Ideia aponta empate numérico no segundo turno nacional, enquanto Real Time Big Data registra ampla vantagem de Lula sobre Flávio Bolsonaro na Bahia.

Duas pesquisas divulgadas nesta quarta-feira (9) mostram cenários bastante diferentes para a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). No levantamento nacional Meio/Ideia, os dois aparecem com 46% em uma simulação de segundo turno. Na Bahia, pesquisa Real Time Big Data aponta vantagem ampla de Lula.

Os resultados não são contraditórios: uma pesquisa mede o eleitorado brasileiro e a outra observa apenas a Bahia. A comparação ajuda a mostrar como a corrida presidencial varia entre regiões e estados.

Meio/Ideia mostra 46% para cada um no segundo turno

Na pesquisa nacional Meio/Ideia, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem numericamente empatados com 46% das intenções de voto cada em eventual segundo turno. Brancos e nulos somam 3,5%, enquanto 4,5% dos entrevistados não souberam ou não responderam.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula registra 38,4% e Flávio Bolsonaro, 37,3%. A diferença está dentro da margem de erro do levantamento.

A pesquisa ouviu 1.500 eleitores por telefone entre os dias 4 e 7 de setembro. A margem de erro informada é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07935/2026.

Comparação com a rodada anterior

Segundo a Exame, Lula tinha 48,5% no confronto direto da rodada anterior, enquanto Flávio aparecia com 43%. Na nova pesquisa, os dois chegaram a 46%.

A mudança indica um estreitamento da disputa, mas oscilações entre pesquisas precisam ser avaliadas levando em conta margem de erro, metodologia e período de coleta.

Bahia apresenta quadro bem diferente

Na Bahia, o Real Time Big Data mostra uma vantagem expressiva de Lula. No primeiro turno, o presidente aparece com 55%, contra 24% de Flávio Bolsonaro.

Em uma simulação de segundo turno no estado, Lula registra 61% e Flávio, 30%. Brancos e nulos são 6%, e 3% não souberam ou não responderam.

O levantamento ouviu 1.600 eleitores da Bahia entre 4 e 8 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-06566/2026.

Rejeição também ajuda a explicar diferença na Bahia

Na pesquisa estadual, Flávio Bolsonaro aparece com rejeição de 57%, enquanto Lula tem 32%. A avaliação do governo federal também é mais favorável entre os eleitores baianos: 61% aprovam a gestão e 37% desaprovam.

Esses números ajudam a explicar por que o desempenho dos candidatos no estado se afasta tanto da média nacional.

Pesquisas nacionais e estaduais medem universos diferentes

Uma pesquisa nacional tenta representar a distribuição do eleitorado em todo o país. Já um levantamento estadual reflete características políticas, econômicas e históricas daquele eleitorado específico.

Por isso, não é correto usar o resultado da Bahia para projetar sozinho o desempenho nacional, da mesma forma que o empate nacional não significa equilíbrio em todos os estados.

Disputa entra na reta final com diferenças regionais

A combinação dos dois levantamentos reforça um ponto central da eleição: a disputa pode ser apertada no agregado nacional e, ao mesmo tempo, apresentar vantagens grandes para cada candidato em regiões específicas.

Com a campanha avançando, pesquisas em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e outros grandes colégios eleitorais ganham importância para entender onde cada candidatura possui espaço para crescer ou precisa reduzir rejeição.

Fontes: CNN Brasil, Exame e Veja.