Quem é William Murad, que assumiu interinamente o comando da PF

Delegado com experiência em inteligência, tecnologia e cooperação internacional substitui Andrei Rodrigues e declarou confiança no chefe afastado.

Substituição temporária na chefia

O delegado William Marcel Murad assumiu interinamente o comando da Polícia Federal nesta terça-feira (8), após o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Murad ocupava a Diretoria-Executiva, posição que o colocava na linha de substituição da chefia da corporação.

A mudança é temporária e decorre da medida judicial, cujo julgamento ainda não havia sido concluído na última checagem. A Segunda Turma registrou maioria favorável ao afastamento, mas a análise foi interrompida por pedido de vista de Gilmar Mendes. A AGU também apresentou pedido de suspensão da medida à Presidência do STF.

Carreira na inteligência e na tecnologia

O currículo oficial disponibilizado pela Polícia Federal registra que Murad é bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo e ingressou na carreira de delegado em 2002. Sua formação complementar inclui o Curso Superior de Polícia e a FBI National Academy, nos Estados Unidos.

Entre os cargos ocupados estão a direção de Tecnologia da Informação e Inovação, de 2018 a 2021, e a função de adido policial no Reino Unido, entre 2021 e 2024. Também exerceu funções em áreas de inteligência e tecnologia da corporação. Em janeiro de 2025, assumiu a Diretoria-Executiva.

A trajetória reúne experiência administrativa, cooperação internacional e gestão de áreas técnicas. Essas informações constam do currículo institucional e ajudam a explicar por que Murad passou a responder pela continuidade da administração após a decisão judicial.

Primeira manifestação após o afastamento

Murad representou a chefia da PF na abertura de um curso de formação de agentes, em Brasília, depois que Andrei deixou de participar da cerimônia. No discurso, manifestou confiança no diretor-geral afastado e afirmou que a corporação não se deixaria abalar por ataques.

A declaração foi uma manifestação de apoio, não uma decisão institucional sobre a legalidade do afastamento. Na mesma terça-feira, onze diretores colocaram seus cargos à disposição em solidariedade a Andrei e ao diretor de Inteligência, Leandro Almada, segundo a VEJA e a Folha.

A substituição não encerra as investigações nem define o futuro dos dirigentes afastados. O comando interino deve manter as atividades da PF enquanto o Supremo examina os recursos e os procedimentos relativos aos relatórios de inteligência.

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Fontes consultadas