STF faz 2ª sessão sem discutir caso Master e tem clima leve

Ministros evitaram discutir o caso Master no plenário, apesar da crise envolvendo Moraes, Mendonça e mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro.

O Supremo Tribunal Federal voltou a se reunir nesta quinta-feira (3) sem levar para o plenário a crise provocada pelas mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro. Foi a segunda sessão da Corte desde que o relatório da Polícia Federal tornou público o novo capítulo do caso Master.

Por fora, o ambiente foi bem diferente do clima de tensão descrito nos bastidores. Houve brincadeiras entre ministros durante os julgamentos, conversas descontraídas e nenhuma referência direta ao episódio que colocou Alexandre de Moraes e André Mendonça em lados opostos da crise.

O que aconteceu na sessão

Luiz Fux, Edson Fachin, Flávio Dino e Gilmar Mendes participaram de momentos de humor ao longo dos debates. Em uma das passagens, Dino brincou com Fux, chamado por ele de “sensei” por ser faixa-preta de judô. Moraes também conversou normalmente com colegas.

Mendonça, por outro lado, permaneceu mais reservado. Segundo a cobertura do UOL, ele e Moraes praticamente não conversaram durante a sessão.

Por que isso chama atenção? Porque a disputa continua aberta fora do plenário. Mendonça tornou público o relatório da PF sobre as mensagens de Vorcaro, enquanto Moraes pediu a Edson Fachin uma investigação sobre a atuação do colega. A PGR e a própria Polícia Federal também questionaram procedimentos adotados na apuração.

A foto que virou assunto

O clima de descontração já havia chamado atenção no dia anterior. Uma fotografia feita por Brenno Carvalho, de O Globo, mostrou Moraes, Gilmar Mendes e Cristiano Zanin sorrindo após a sessão de quarta-feira (2). Fachin aparece de costas na imagem.

Ministros ouvidos por veículos de imprensa disseram que as risadas ocorreram após uma brincadeira de Flávio Dino relacionada aos temas julgados no plenário. A imagem circulou justamente pelo contraste entre o momento leve e a gravidade da crise institucional.

Até agora, porém, os ministros têm evitado transformar as sessões públicas em palco para o confronto. As decisões sobre o relatório, a validade das diligências e eventuais novas investigações deverão seguir os procedimentos definidos pela Presidência do STF.