A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia levar para o horário eleitoral a posição adotada por ele diante da crise no Supremo Tribunal Federal. A discussão ocorre depois de Lula defender investigação de todos os envolvidos no caso Master, sem citar ministros nominalmente.
Ainda não há uma decisão final sobre o formato. Segundo o Metrópoles, aliados discutem se a manifestação do presidente deve ser incorporada à propaganda de rádio e televisão. A preocupação é tratar do assunto sem transformar a campanha em parte do confronto interno do STF.
Qual é a linha em discussão
Uma das ideias testadas pela equipe é insistir em dois pontos: a defesa de apuração sem blindagem e a necessidade de mudanças nos sistemas político e judicial.
O SBT News informou que a campanha prepara peças para TV e redes sociais com referências a “reformas profundas” no Judiciário e ao princípio de que ninguém está acima da lei. Esse discurso já apareceu na manifestação pública de Lula sobre o caso.
Crise entra na reta eleitoral
O debate acontece a cerca de um mês do primeiro turno. Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostrou Lula com 38% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 33%. Em eventual segundo turno entre os dois, o levantamento apontou 46% a 44%, dentro da margem de erro.
A pesquisa foi feita durante um período marcado pelo início do horário eleitoral e pela repercussão das mensagens de Daniel Vorcaro. Como parte da coleta ocorreu antes de a crise ganhar toda a dimensão atual, ainda não é possível medir com precisão o impacto eleitoral do episódio.
Por isso, a campanha tende a acompanhar pesquisas e reação do público antes de decidir quanto espaço o tema terá na propaganda. A intenção, segundo as apurações publicadas, é evitar uma defesa pessoal de integrantes do Supremo e sustentar uma mensagem mais ampla sobre investigação e responsabilidade institucional.


